Tópico 1 – Entrevista Narrativa

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Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Admin em Ter Dez 06, 2016 5:08 pm

Tópico 1 – Entrevista Narrativa

1- Nas páginas 94 e 95 do capítulo “Entrevista Narrativa”, os autores trazem reflexões sobre a narrativa como um esquema “autogerador” que tem três características principais:
- Textura detalhada: a necessidade de dar detalhes suficientes para tornar a transição entre os acontecimentos da história plausível, o autor faz o comentário de que o contar histórias está próximo do acontecimento, no sentido de que traz informações sobre tempo, lugar, motivos, pontos de orientação, planos, estratégias e habilidades;
- Fixação da relevância: o narrador escolhe alguns acontecimentos para explicar, que podem ser chamados de “centros temáticos”, considerados por ele como os acontecimentos mais importantes para a construção do sentido desejado;
- Fechamento de Gestalt: o acontecimento central tem início, meio e fim e essa estrutura traz fluidez para a história, já que ela cumpre com a expectativa de que irá seguir essa estrutura.
Pensando sobre essas “condições” para uma narrativa, refletimos que nos parece razoável dizer que é importante que essas condições estejam presentes para que possa ser identificada uma narrativa já que, talvez uma fala que não seja plausível, ou que seja aberta demais a ponto de não ter um centro temático, e se não for encaminhada no sentido de ter um inicio, meio e fim, pode ser uma ação de comunicação, mas talvez não possa ser considerada uma narrativa.
Apesar disso, discutimos sobre como é arriscado buscar regras gerais que se presume valer em qualquer circunstância. Dessa forma, trazemos aqui a reflexão: será que essas são as principais características de uma narrativa? Será que existe alguma que não foi considerada pelos autores, e que também é de extrema relevância para que possa ser afirmada a existência de uma narrativa? Ou será que entre as três propostas pelos autores, alguma não seja tão necessária para que seja possível definir uma narração?

2- Na página 100, a autora fala um pouco sobre as vantagens e as limitações do trabalho com a entrevista narrativa. Como limitações, ela apresenta as expectativas incontroláveis e as regras irrealísticas. Como vantagens, as várias versões de um mesmo fato (caso esse seja o interesse da pesquisa) e a combinação de história de vida com contextos sócio-históricos que estão nas narrativas. As vantagens e limitações se limitam a isso? É possível pensar em mais algumas além dessas?

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por raquelandrade em Ter Dez 06, 2016 5:15 pm

Ao ler sobre a entrevista narrativa, lembrei-me de um conceito muito importante na Literatura: A Literatura de Testemunho. Esta literatura se preocupa em servir como um registro, uma forma de assegurar que grupos tenham sua memória preservada. Para isso, utiliza-se de diários, biografias e também de entrevistas (com sobreviventes, por exemplo). Não é por acaso que a Literatura de Testemunho se tornou uma espécie de representação da Shoah (como os judeus preferem chamar o que ficou conhecido como Holocausto). Porém, as narrativas judaicas eram recebidas com desconfiança. Talvez pelo absurdo que ocorreu com eles e que fosse, assim, difícil para o resto do mundo digerir. Digo isso porque creio que as narrativas judaicas tivessem os três elementos descritos acima, mas ainda assim, foram narrativas recebidas com receio. Apenas muito depois da guerra os judeus se sentiram com coragem para narrar ao mundo o que tinham passado.

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Camila Dias em Ter Dez 06, 2016 5:17 pm

Bom, é possível pensar em outras questões, sim. Principalmente quando se pensa a narrativa hoje, pós-Holocausto. A narrativa talvez não mais consiga acompanhar esta estrutura mais rígida, como propõem os autores. Começo, meio e fim? Problemático. Quando ele vai dizer, por exemplo, que temos uma subprodução de narrativas em situações traumáticas, ele considera que a narrativa é insuficiente, é pouca. Entretanto, não sei se isso pode ser levado em conta a partir de uma expectativa do ouvinte... Não acho que as narrativas sejam completas, são furadas, nem sempre fluidas, nem sempre lógicas. E nem por isso deixam de ser narrativas. Não sei...

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Camila Dias em Ter Dez 06, 2016 5:21 pm

Raquel, pensamos perto. Wink

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por raquelandrade em Ter Dez 06, 2016 5:22 pm

Camila! Pensei a mesma coisa: nós duas escrevemos sobre Literatura de Testemunho, pertinho!

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Izabel Cristina da Silva em Ter Dez 06, 2016 5:24 pm

Lendo o texto e ouvindo o vídeo lembrei de diversas narrativas de pessoas mais idosas e oriundas de diversos meios sociais, percebo como as narrativas refletem o tempo e o espaço... os medos, os aspectos culturas. Acho que a entrevista pode mostrar esses aspectos sociais e culturais...

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por raquelandrade em Ter Dez 06, 2016 5:25 pm

Acho que, levando em conta a Literatura de Testemunho, uma outra questão a ser pensada, além das três apresentadas no texto, seja essa, a da recepção. Como disse, muitos judeus esperaram anos, às vezes décadas, para fazer seus relatos, porque suas narrativas não eram bem recebidas. A forma como se ouve o outro pode incentivá-lo ou desmotivá-lo a falar...

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Camila Dias em Ter Dez 06, 2016 5:25 pm

Gente, reparei agora que pulei justamente o slide que trata do Tópico I. Ato falho...não sei por qual razão. Peço desculpas.

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Daiman Oliveira em Ter Dez 06, 2016 5:26 pm

Tópico 1 - Penso que estes critérios dão conta de abarcar as questões internas na narrativa, em termos de sua organização e configuração, no intuito de validar uma determinada estabilidade do gênero "entrevista narrativa". De fato são válidas, para estabelecer critérios de análise. Talvez o que fique um pouco de fora, me parece, é a subjetividade do informante, que a partir de seus próprios parâmetros estabelece seus "inícios, meios e fins" - mesmo que o entrevistador desempenhe a função de guiar, inicialmente, a temática, o percurso etc. Em termos gerais, os critérios estabelecidos soam organizacionais, mas não se pretendem integralmente suficientes e inequívocos, me parece...

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Christianne Miranda em Ter Dez 06, 2016 5:28 pm

Camila Dias escreveu:Bom, é possível pensar em outras questões, sim. Principalmente quando se pensa a narrativa hoje, pós-Holocausto. A narrativa talvez não mais consiga acompanhar esta estrutura mais rígida, como propõem os autores. Começo, meio e fim? Problemático. Quando ele vai dizer, por exemplo, que temos uma subprodução de narrativas em situações traumáticas, ele considera que a narrativa é insuficiente, é pouca. Entretanto, não sei se isso pode ser levado em conta a partir de uma expectativa do ouvinte... Não acho que as narrativas sejam completas, são furadas, nem sempre fluidas, nem sempre lógicas. E nem por isso deixam de ser narrativas. Não sei...



Camila, concordo totalmente com você quando você diz que as narrativas são por definição "furadas", até porque a gente sabe que a memória não é uma progressão linear de fatos (existindo, inclusive, os atos falhos! hehe). Mas, quando penso nesse fechamento de Gestalt, penso na importância de que a narrativa tenha um tópico central que fique minimamente evidente. É claro que regras fixas demais são sempre problemáticas demais mas, pensei nesse sentido quando refleti sobre esse tópico.

Algo semelhante ao que o Daiman falou sobre o gênero entrevista narrativa.


Última edição por Christianne Miranda em Ter Dez 06, 2016 5:31 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Izabel Cristina da Silva em Ter Dez 06, 2016 5:28 pm

Penso que cabe ao pesquisador dosar o subjetivismo do narrador...

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por alvesricardoj em Ter Dez 06, 2016 5:29 pm

Quando li sobre a característica "Fechamento de Gestalt", achei um pouco problemática a necessidade de a narrativa ter "início, meio e fim". Acho que, atualmente, há narrativas que não devem seguir todas essas características, como as exemplificadas por meus colegas anteriormente.

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por renanandrade em Ter Dez 06, 2016 5:30 pm

Penso que a intenção do autor é mais definir 'entrevista narrativa' que definir 'narrativa' em si.

É preciso levar isso em conta quando se pensa na estrutura 'início, meio e fim' ou na subprodução/superprodução. Ainda que qualquer resposta do entrevistado possa ser considerada uma narrativa, não necessariamente se enquadrará nas exigências de uma 'entrevista narrativa'.

Além do mais, pensando em pesquisa, que pressupõe um método, alguma rigidez é necessária, do contrário as narrativas seriam um monte de histórias soltas sem possibilidade de análise.


Última edição por renanandrade em Ter Dez 06, 2016 5:32 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Camila Dias em Ter Dez 06, 2016 5:30 pm

Sim, Raquel. Inclusive, quando os autores vão abordar os procedimentos para a realização da entrevista narrativa, grande destaque será dado para a ausência do entrevistador. A ele, durante toda a construção da narrativa, é delegada a escuta, poucas interferências. O foco está no informante, na busca pela sua confiança. Muito se discute sobre isso no Jornalismo. Parece absurdo, mas a maioria dos jornalistas não sabe ouvir... :/

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Naaman Mendes Lataliza em Ter Dez 06, 2016 5:30 pm

Izabel Cristina da Silva escreveu:Penso que cabe ao pesquisador dosar o subjetivismo do narrador...

Como assim, Izabel?

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por danielabraga em Ter Dez 06, 2016 5:32 pm

1- Acho que apenas a textura detalhada não tem caráter imprescindível na caracterização do texto narrativo. Quero dizer, o fator detalhamento não é tão urgente, uma vez que a narrativa pode muito bem se construir apoiada em poucas informações, contando com inferências e deduções que o leitor pode fazer a partir das informações prestadas.

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por raquelandrade em Ter Dez 06, 2016 5:34 pm

Camila Dias escreveu:Sim, Raquel. Inclusive, quando os autores vão abordar os procedimentos para a realização da entrevista narrativa, grande destaque será dado para a ausência do entrevistador. A ele, durante toda a construção da narrativa, é delegada a escuta, poucas interferências. O foco está no informante, na busca pela sua confiança. Muito se discute sobre isso no Jornalismo. Parece absurdo, mas a maioria dos jornalistas não sabe ouvir... :/  

Camila, isso me remete ao que foi colocado na pergunta 2 (porque você mencionou agora o jornalismo, e acho que a pergunta dois tem relação com o mesmo). Já pensaram os historiadores que irão entrevistar as pessoas no futuro, sobre o atual momento histórico do Brasil? Se o entrevistador tiver expectativas sobre o que vai ouvir, vai ter que selecionar um determinado grupo. E isso seria manipular a história, a meu ver...

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Izabel Cristina da Silva em Ter Dez 06, 2016 5:34 pm

Naaman, na sua intervenção o Daiman, citou o subjetivismo do narrador... acho que o responsável pela pesquisa deverá usar meios para dosar tal subjetivismo.

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Jana Pazza em Ter Dez 06, 2016 5:34 pm

Esses três pontos da narrativa colocados pelos autores tratam mais da narrativa. Temos que levar em consideração que o texto não é tão recente, por isso pode faltar algo. Mas acho que é um bom começo para que o pesquisador possa ter uma orientação sobre o seu tipo de pesquisa.

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Daiman Oliveira em Ter Dez 06, 2016 5:35 pm

renanandrade escreveu:Penso que a intenção do autor é mais definir 'entrevista narrativa' que definir 'narrativa' em si.

É preciso levar isso em conta quando se pensa na estrutura 'início, meio e fim' ou na subprodução/superprodução. Ainda que qualquer resposta do entrevistado possa ser considerada uma narrativa, não necessariamente se enquadrará nas exigências de uma 'entrevista narrativa'.

Além do mais, pensando em pesquisa, que pressupõe um método, alguma rigidez é necessária, do contrário as narrativas seriam um monte de histórias soltas sem possibilidade de análise.

Também vi assim, Renan... Há muita narrativa que é "causo" rsrs. Me parece que os critérios se aplicam ao gênero "entrevista narrativa", pois pretende-se algum estudo relevante... OBS: mas até mesmo nos "causos" temos início, meio e fim... a diferença é o "uso" que se fará da narrativa; daí os critérios...

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Christianne Miranda em Ter Dez 06, 2016 5:37 pm

raquelandrade escreveu:
Camila Dias escreveu:Sim, Raquel. Inclusive, quando os autores vão abordar os procedimentos para a realização da entrevista narrativa, grande destaque será dado para a ausência do entrevistador. A ele, durante toda a construção da narrativa, é delegada a escuta, poucas interferências. O foco está no informante, na busca pela sua confiança. Muito se discute sobre isso no Jornalismo. Parece absurdo, mas a maioria dos jornalistas não sabe ouvir... :/  

Camila, isso me remete ao que foi colocado na pergunta 2 (porque você mencionou agora o jornalismo, e acho que a pergunta dois tem relação com o mesmo). Já pensaram os historiadores que irão entrevistar as pessoas no futuro, sobre o atual momento histórico do Brasil? Se o entrevistador tiver expectativas sobre o que vai ouvir, vai ter que selecionar um determinado grupo. E isso seria manipular a história, a meu ver...

Essa discussão é muito presente na psicologia também, a importância de ouvir o que a pessoa está falando, que vai na contramão dessa nossa mania (que é péssima) de finalizar as frases das pessoas.

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por alvesricardoj em Ter Dez 06, 2016 5:38 pm

Daiman e Renan, reli e entendi melhor o que disseram. O autor inclusive fala: "o fim pode ser o presente, se os acontecimentos concretos ainda não terminaram". Faz sentido o que disseram...

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por Jana Pazza em Ter Dez 06, 2016 5:40 pm

Sobre o segundo tópico, acho que a questão do interesse em que o entrevistado tem ao dar a entrevista é um ponto complicador, porque como os autores dizem, um político vai usar a narrativa como uma estratégia, não vai dizer nada à toa. Então o entrevistador precisa ser muito perspicaz para não ser manipulado pelo seu entrevistado, colocando em risco o resultado da pesquisa.

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por raquelandrade em Ter Dez 06, 2016 5:40 pm

Concordo, Cris! Smile
E é uma coisa curiosa na forma de ouvir: finalizamos as frases das pessoas e reagimos sobre o que pensamos que elas iriam dizer! Há um estudo que mostra que na Suécia, o tempo de espera entre os turnos de fala é um dos maiores do mundo. Só quando a pessoa tem 100% de certeza de que o outro acabou, é que começa a falar. Assim, há muito menos mal- entendidos...

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

Mensagem por celinagontijo em Ter Dez 06, 2016 5:40 pm

Percebo que algumas narrativas, assim como disse a nossa colega Izabel, podem carregar consigo características bem peculiares ao contexto sócio-cultural em que ela se insere. Mas vejo o que o texto, de um modo geral, delimita os critérios de análise de narrativas mais comuns e usuais.

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Re: Tópico 1 – Entrevista Narrativa

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